Colunas

Márcia Paraíso é a Atração do Narrativas em  Movimento

A TV OVO realiza anualmente dois colóquios para falar  sobre temas diversos no audiovisual, o primeiro colóquio  com o tema: Memória e Território Indígena teve como  convidado o cineasta indigenista, Vincent Carelli. O último  colóquio deste ano tem como tema: Identidade no  Audiovisual, a convidada será a jornalista e cineasta  Márcia Paraíso, que tem uma trajetória de mais de 25  anos na produção documental, tendo produzido  documentários para a RBS TV e para TV Brasil. As 3  sessões de quinta do Cineclube da Boca marcam o início  do colóquio que será encerrado dia 21 de novembro  numa conversa com a cineasta. A conversa  provavelmente será mediada por Tayná Lopes, bacharel  em jornalismo pela UFN e integrante da TV OVO. O local  do evento será o auditório da CESMA, dia 21 de  novembro com início às 20 horas, entrada franca. A  exibição do filme Terra Cabocla.

Para quem acompanhou a primeira edição do Narrativas  em Movimento este ano, o segundo colóquio pode  parecer uma continuação ou até repetição do primeiro.  Por mais que haja o anseio por novidade, a questão do  audiovisual voltado para minorias sociais é algo que  deveria ser debatido frequentemente. O longa Terra  Cabocla fala sobre o a população cabocla do sudoeste  catarinense, que quase foi massacrada na Guerra do  Contestado. Junto com as tragédias do conflito, estavam a  cobiça de fazendeiros e do estado pelas terras que os  caboclos ocupavam. A expectativa é que o filme, consiga,  em menos de uma hora e meia, mais do que a maioria das  pessoas aprendeu em toda sua vida sobre essa questão,  se é que sabem. Além disso, o filme será um dos três  cartões de visitas de Márcia Paraíso para os  frequentadores do Cineclube, se eles não se sentirem  atraídos, não foi por falta de tentativa.

SMVC Como Palanque: Tiro de Largada Foi  Dado

Arte e política são indissociáveis. A primeira reflete e não  raro, consegue modificar a segunda. Um caso que ilustra  essa relação, não no seu sentido mais poético, mas em um  dos mais pragmáticos foi encerramento do Santa Maria  Vídeo e Cinema (SMVC), que deu largada para a corrida  eleitoral do próximo ano. Se o CINEST contou com a  presença de Charles Chaplin e Marilyn Monroe, o SMVC  começou da forma mais caudilha possível, com a exibição do  filme Legalidade e ainda contou com a presença do  protagonista do filme, sim, Leonel Brizola estava lá. Mas era  o Leonel das telas, interpretado na sua fase final da vida por  Sapiran Brito, que em 2016 concorreu à prefeitura de Bagé  pelo PDT. A abertura do festival evoca aquele clichê de que  a vida imita a arte e etc. mas, seu encerramento nos traz de  volta para a realidade. Na data de encerramento, Luciano  Guerra, pré-candidato do PT ao cargo de prefeito de Santa  Maria, teve uma fala no evento e, obviamente a aproveitou  para fazer o self-marketing, já deixando uma promessa: a de  incluir o SMVC no calendário de cultura nacional.

A proposta com certeza é interessante e merece atenção, no  entanto, os participantes do festival, aqueles que se  empenharam, idealizaram, conceberam, finalizaram os seus  projetos e que passam pelo martírio de produzir cultura no  Brasil contemporâneo não se sentiram muito à vontade com  a presença de Guerra. Um dos motivos que eles apontaram  foi a falta de vínculo do pré-candidato com o festival, que só  apareceu no final, deixando nítido que o interesse ali não era  no projetor, mas sim no microfone. Sorte do Guerra que  Sapiran não estava lá, pois não sei se ele engoliria esse sapo  barbudo.

Uma Volta Para o Recorde

No GP dos Estados Unidos, Lewis Hamilton chegou ao seu  sexto título mundial, ultrapassando a lenda argentina,  Juan Manuel Fangio, que tem cinco títulos e está a um  título de se igualar a Michael Schumacher, com sete. Em  2006, quando o piloto alemão se aposentou (pela primeira  vez) parecia que ninguém chegaria perto de alcançar seu  feito histórico. Mas Hamilton está muito próximo,  inclusive pode ultrapassá-lo.

Schumacher saiu da Ferrari com 37 anos, mesmo com sua  idade elevada foi vice-campeão mundial, perdendo para o  jovem, promissor e problemático Fernando Alonso. Em  2007, chegou a vez de Alonso, já bicampeão mundial e  considerado na época (e por alguns até hoje) o melhor  piloto de sua geração, encontrar um jovem, promissor e  problemático, bom… problemático para ele.

Na sua estreia pela McLaren, Hamilton só não foi campeão  mundial por cometer um erro crasso na última corrida do  campeonato, o título que estava entre ele e Alonso acabou indo  para a “zebra” da disputa, Kimi Raikonnen. Hamilton correu 12  temporadas, foi campeão em metade delas, é o único piloto que  em todos os anos venceu ao menos uma corrida, é o piloto com  mais pole positions na história da F-1, é o segundo piloto com  mais vitórias e mais pódios, atrás apenas de Schumacher, mas o  inglês deve atingir a liderança nesses quesitos na próxima  temporada.

Hamilton tem 34 anos e ao que tudo indica, fará como  Schumacher e chegará aos 37 disputando o título. O último título  de Schumacher, foi em 2004, na época ele tinha 35 anos,  Hamilton ano que vem fará 35 anos e, o carro da Mercedes tende  a dominar o grid ano que vem. Se não dominar, deve fornecer  condições para os pilotos disputarem o título, o que já é mais do  que o suficiente para o piloto, que em números, é o melhor piloto  da sua geração, com folga.

Deixe um comentário

Crie um site como este com o WordPress.com
Comece agora